Atitudes que podem salvar o planeta

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Atualização: post originalmente do dia 22, só que a esquecida aqui programou pro dia 23, #facepalm.

 

Hoje é dia de quê? Da Terra! Você já deve saber a essa altura, o Google lançou um doodle comemorativo, o Facebook colocou como destaque no feed de notícias de todos os usuários, hashtags no Twitter… Enfim, anos passam e você já tomou uma atitude de fato para ajudar o planeta? Eu até poucos dias atrás não, confesso. Tenho passado por uma verdadeira purificação interna e vou compartilhar um pouco do que eu sei e estou pondo em prática para somar forças. Para quem mora com os pais ou racha apê — conheço de perto esse problema–, fica um pouco mais complicado, porém com um pouco de insistência tudo dá certo, pode confiar!

Deixe o carro na garagem por mais tempo

Sim, sei que no Brasil transporte coletivo está longe de ser ideal, violência urbana, assédio e a falta de estrutura são só um dos principais motivos, porém, caso você possa escolher, dê preferência. Bicicletas também são uma boa e a manutenção é mínima, apesar de alguns contras. Pelo planeta, vale a pena!

Substitua as lâmpadas e economize na conta de luz

Lâmpadas de LED são a melhor opção, e têm a vantagem de poupar mais energia que as lâmpadas fluorescente comuns. Claro que a princípio, o ideal é sempre desligar as luzes de cômodos vazios mas, uma conta de energia mais barata é um incentivo também. Lembrando que lâmpadas de LED são mais caras, uma dica é substituir aos poucos, e se focar em cômodos de maior circulação de pessoas. Ah, e nada de deixar eletrônicos sem uso ligados e esquecer carregadores na tomada, hein! E nada de modo stand-by! Vou nem citar direito a energia solar fotovoltaica, porque ainda é muito fora da realidade. :/

Moda sustentável

Sei que essa dica é quase impraticável e inacessível para a maioria (eu inclusa), visto que roupas com selo eco-friendly/sustentável/ecológica custam mais caro e não é incomum achar peças custando quase um salário mínimo. Pesquisar lojinhas de slow fashion é sempre bom. Eu recomendo a Insecta Shoes e a Gioconda Clothing — elas têm peças bonitas e o preço é compatível com lojas de departamento.

Garimpar thrift shops — mais conhecidos como brechós — também é ser sustentável e é super comum em NYC e Londres, por exemplo. Valorizar lojas de artesanato/roupas feitas à mão locais também são ótimas opções, além de ajudar a economia regional, também estará ajudando o meio ambiente, pois significa menos transporte para os produtos e por consequência menos emissão de gás carbônico.

E lembre-se de consumir menos. O consumo em excesso é tão ruim quanto não reciclar. Em um mundo onde o fast fashion está no seu auge — muitas vezes com matéria-prima de origem duvidosa e com doses de escravidão, sim, aquela blusinha de US$1,99 que você comprou da China tem altíssimas chances de ser fruto de trabalho escravo —  e somos cercadas por gurus com coleções homéricas de maquiagem e closets suntuosos, ir contra a maré é trabalhoso.

Separe o lixo e dê o destino correto

A coleta seletiva está longe de abranger todo o país, o que impera é o serviço das prefeituras onde o lixo vai para aterros sanitários e é frequentemente incinerado. Pesquise sobre a coleta seletiva na sua cidade, e procure por PEVs (postos de entrega voluntária) próximos, caso o serviço de porta a porta não inclua sua casa.

E separar o lixo não é nenhum bicho de sete cabeças, basta você ter uma lixeira extra para colocar todos os itens recicláveis, enquanto o que já tem na sua residência será destinado para lixo não-reciclável (lista de itens básicos não-recicláveis) que poderá ser descartado da forma padrão. Enquanto o lixo orgânico (restos de alimentos) pode servir para fazer compostagem.

Quando for descartar embalagens é bom ver o rótulo e ver se eles têm o símbolo universal da reciclagem — às vezes o símbolo se encontra na parte debaixo, fique de olho — apenas para assegurar e lave sempre para evitar insetos e facilitar o trabalho dos catadores.

Lixo eletrônico não deve ser jogado em lixo comum, procure na sua cidade se há locais de coleta, e se informe com a marca fabricante.

Para quem mora em Manaus:

Sabemos que a coleta seletiva nos dias de hoje só inclui no itinerário poucos condomínios e conjuntos residenciais somente, e para ampliar, a Coleta Seletiva e Reciclagem em Manaus lançou um formulário para quem tiver interesse em participar, para preencher clique aqui. Conheça mais sobre o projeto no site deles.

Beleza consciente

Ainda sobre consumo, que tal dar preferência para marcas de cosméticos que oferecem refis? A Avon*, Natura e O Boticário são exemplos, menos material é usado e o preço é mais baixo. Bom, não?!

A Éh! Cosméticos criou o projeto Reciclar Éh, onde as perfumarias da rede Phytá recolhem as embalagens vazias da marca e as encaminham para o reaproveitamento.

A Risqué lançou coletor de esmaltes na Ikesaki, no bairro Liberdade, em São Paulo, onde você pode fazer o descarte correto e não apenas de esmaltes da marca. Infelizmente, esse é o único ponto de descarte desse tipo. Enquanto o projeto não se expande, me deram a dica de limpar os vidros colocando um pouco de acetona, mexa e espere um pouco até o conteúdo se soltar e aí você jogar em folhas de jornais, repita o processo quantas vezes forem necessárias, o lado negativo dessa prática é que o jornal fica impróprio para reciclagem e deve parar em aterros sanitários comuns. Então fica aí minha reclamação para as empresas de esmalte. 🙁

O Boticário tem pontos de coleta em suas lojas pelo país. Eles aceitam embalagens de todo o grupo Boticário, que inclui a Quem Disse, Berenice?, Beauty Box e Eudora.

A Lush, marca inglesa que chegou ao Brasil em 2014, já tem toda uma política de embalagens recicladas para seus produtos líquidos e pastosos. E ainda incentiva a devolução, trocando 5 potes vazios por uma máscara fresca.

Enquanto a Avon em parceria com TerraCycle criou um programa de reciclagem, chamado Brigada de Maquiagens e Esmaltes, saiba mais no site.

*A Avon testa em animais na China, fica a seu critério boicotar.

Atenção aos supermercados e feiras

Supermercado é conhecido por produzir muito lixo, muitas sacolas são usadas desnecessariamente… e o pior é que sacolas não são recicladas pois são muito finas. Então, para feiras e supermercados ao invés de sacos plásticos utilize sacolas retornáveis, que são geralmente feitas de nylon ou tecido, ou artesanais de palha. De ambos os jeitos é a longo prazo mais econômico que sacolas biodegradáveis, já para o lixo elas ainda são necessárias. Por isso, dê preferência para sacolas ecologicamente corretas ou chamadas de biodegradáveis. Elas se decompõem mais rápido e as compostáveis servem de adubo!

Falando em feira… prefira orgânicos

É, entendo perfeitamente, são mais caras e consumir 100% de orgânicos no Brasil ainda é inalcançável para muitos. Mas que tal começar com 5%? Os defensivos, mais conhecidos como agrotóxicos, são prejudiciais à saúde, e além disso, poluem o lençol freático. O Brasil é nº 1 em consumo de agrotóxicos, e o estado do Amazonas é campeão em relação aos outros, perigo máximo!

Uma alternativa para fugir um pouco disso é ter sua própria horta, para quem tem quintal grande é ideal mas para quem mora em apartamento ou em casa pequena pode optar por horta vertical e/ou interna. Dica: compre sementes orgânicas de fontes seguras e certificadas. Esse site tem indicações boas.

Para quem mora em Manaus:

A Feira da APOAM é a única feira de produtos orgânicos na cidade. Fica localizada na Rua Maceió, nº 460, bairro Adrianópolis.

Compre mais a granel

Dica do Um Ano Sem Lixo, dê preferência por lugares que vendem a granel, é só levar seus potes e pesar! Aqui, a Cristal explicou direitinho como funciona essa forma de compra e venda.

Em Manaus, no Empório do Moinho, localizado na Avenida Constantino Nery e a Casa do Amendoim (para guloseimas e grãos em geral) são exemplos de lugares que vendem a granel.  Obrigada pelas indicações, Paula.

Coma menos carne

Para desespero dos carnistas, a pecuária está destruindo a Amazônia, assim como outras florestas. Devido a maior demanda global e aumento populacional, as criações de gado avançam cada vez mais em ambientes antes intocados pelos seres humanos. Para amenizar, é legal que mais pessoas se tornem adeptas a Segunda Sem Carne, e se possível, se tornem vegetarianas (ovolacto ou estritas,  peixe é carne, hein) ou veganas. Relatório da ONU aponta que 70% das novas doenças em humanos tiveram origem animal. OMS coloca carnes processadas na mesma categoria de cancerígenos do cigarro. A pecuária, além de desperdiçar água — Dados da Unesco nos dão conta que para se produzir 1kg de carne bovina, de boi criado a pasto, o gasto de água é de 14 mil a 16 mil litros, para produzir-se 1 kg de carne de boi confinado o gasto com água passa de 20 mil litros, e por aí vai –, ajuda a poluir, pois utiliza antibióticos indiscriminadamente, os mesmos que param na mesa da maioria das pessoas. É uma das razões que superbactérias estão surgindo cada vez mais. E hormônios, por mais que a indústria diga que é mito, é notável que atualmente a menarca está chegando mais cedo.

Economize água

A água doce apropriada para consumo humano está cada vez mais escassa, as águas dos rios e de outras fontes são diariamente poluídas com óleo de cozinha, anticoncepcionais (mais hormônios!), antibióticos, produtos de limpeza  etc. Portanto, é essencial a economia. Tratar vazamentos, fechar a torneira enquanto se ensaboa, reaproveitar a água da máquina de lavar para lavar calçadas, são de praxe, né?!

Dê um de freegano às vezes

A definição de freeganismo:

O freeganismo é um estilo de vida alternativo baseado no boicote ao consumo. A palavra freeganismo surgiu da junção das palavras em inglês vegan e free, pois a ideia freegan surgiu do veganismo, onde evitam-se impactos ambientais, mas expandindo isto com o anarquismo, ao boicotar também tudo o que gera custos humanos. Desta forma, a curto prazo, o freeganismo propõe reaproveitar alimentos e objetos descartados pela sociedade de consumo, reduzindo o desperdício gerado por ele; a longo prazo, propõe que o movimento seja o produtor de seus próprios meios de sobrevivência.

Assim, os freegans buscam construir autonomia, vasculhando em vez de comprar, fazendo voluntariado em vez de trabalhar, fazendo okupa em vez de alugar, e coletando comida no lixo em vez de adquiri-la. Isto faz com que a maior parte dos freegans habite grandes cidades, onde o lixo é abundante e rico, como em Nova Iorque, a “capital freegan”. Uma prática comum entre os freegans é o mergulho no lixo, de onde eles obtém móveis, roupas, utensílios e comida.

É incrível como você pode encontrar coisas em bom estado no lixo. Ao final de feiras, lá pelas 11hs, período da famosa xepa, nos fundos ou na frente mesmo, é possível achar frutas caídas, caixas cheias de frutas, feirantes descartando hortaliças que não foram vendidas e por serem “feias” para os consumidores. Lavando bem fica ok. 😉

Aqui na rua onde eu moro tem uma lixeira viciada — local inadequado onde moradores descartam o lixo, geralmente calçadas, em frente a construções abandonadas etc –, e eu sempre vejo alguém mexendo ali, pegando móveis e outras coisas. Eu costumo dizer que tem muitos vizinhos freegans e eles nem fazem ideia, haha.

Até porque, não sei se isso existe em outros estados e cidades, mas aqui em Manaus, cultivamos um hábito que também é mantido na Europa — Bruno Bartulic que mora na Dinamarca pode confirmar –, de deixar móveis que não queremos na frente de casa, na calçada mesmo, daí quem quiser pegar pode levar.

Ou, use itens de segunda mão

Caso mexer em lixo não seja sua praia, o ideal é comprar itens usados. Primeiro porque tende a ser mais barato, na OLX e Mercado Livre tem várias ofertas de móveis usados. Outra alternativa, é buscar em classificados e antiquários, a desvantagem dessas últimas duas opções é que eles tendem ser mais caros.

E por último, os bons e velhos 5 Rs

Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar!

19 anos, estudante de Computação Gráfica, apaixonada por fotografias com ruído e músicas antigas. Maquiadora nas horas vagas e blogueira em tempo integral.

1 ideia sobre “Atitudes que podem salvar o planeta

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